As duas últimas aulas foram muito distintas nos objectivos propostos. A quarta aula, destinada ao uso da tinta da china com pincel (chinês de preferência), permitiu explorar a liberdade do traço ao desenhar-se em pé e segurando apenas a ponta do pincel (à semelhança dos orientais). Nunca pensei que pormenores tão simples quanto este fizessem realmente diferença. Se por um lado é extremamente difícil de habituar, pois a mão foge e treme, por outro lado as possibilidades que apresenta são bastante interessantes - a largura do traço conforme a pressão que se coloca, a liberdade de movimentos que permite linhas mais contínuas, o jogo de sombras ao adicionar-se água à tinta, etc. Para além disso, esta aula foi mais além do desenho de modelo. Tinhamos de o inserir num contexto, isto é, representar os objectos que o rodeassem (plantas, vasos, bancos, etc).
Já a quinta aula foi completamente diferente. Utilizou-se a grafite e o modelo para além de ser masculino, estava vestido. O objectivo deixou de ser a representação somente do modelo nem dos objectos que o rodeiam, mas sim a alteração da escala dos mesmos. Ou seja, reduzir a escala do modelo/aumentar a escala do objecto, de forma a que o modelo parecesse estar perante algo monumental.
No fim, depois de todos os jogos de proporções foi colocado um outro desafio: pegar no modelo, pegar no objecto e fundi-los num terceiro corpo criado por nós. O objecto em questão eram vários troncos e ramos de árvores. Confesso que com este último exercício, já a puxar para o surrealismo, me diverti bastante!
4ª aula - tinta da china

