sábado, 7 de Novembro de 2009

workshop Ar.Co | 4ª e 5ª aula

As duas últimas aulas foram muito distintas nos objectivos propostos. A quarta aula, destinada ao uso da tinta da china com pincel (chinês de preferência), permitiu explorar a liberdade do traço ao desenhar-se em pé e segurando apenas a ponta do pincel (à semelhança dos orientais). Nunca pensei que pormenores tão simples quanto este fizessem realmente diferença. Se por um lado é extremamente difícil de habituar, pois a mão foge e treme, por outro lado as possibilidades que apresenta são bastante interessantes - a largura do traço conforme a pressão que se coloca, a liberdade de movimentos que permite linhas mais contínuas, o jogo de sombras ao adicionar-se água à tinta, etc. Para além disso, esta aula foi mais além do desenho de modelo. Tinhamos de o inserir num contexto, isto é, representar os objectos que o rodeassem (plantas, vasos, bancos, etc).

Já a quinta aula foi completamente diferente. Utilizou-se a grafite e o modelo para além de ser masculino, estava vestido. O objectivo deixou de ser a representação somente do modelo nem dos objectos que o rodeiam, mas sim a alteração da escala dos mesmos. Ou seja, reduzir a escala do modelo/aumentar a escala do objecto, de forma a que o modelo parecesse estar perante algo monumental.
No fim, depois de todos os jogos de proporções foi colocado um outro desafio: pegar no modelo, pegar no objecto e fundi-los num terceiro corpo criado por nós. O objecto em questão eram vários troncos e ramos de árvores. Confesso que com este último exercício, já a puxar para o surrealismo, me diverti bastante!


4ª aula - tinta da china





5ª aula - proporções/escala com grafite










quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

regresso ás aulas


com a Daniela a começar o mestrado amanhã, não resisti a fazer um desenho promocional ao estilo dos supermercados.

brincadeiras no photoshop


Depois de tanto carvão, dá gozo rabiscar com a pen tablet... pelo menos não suja tudo.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

workshop Ar.Co | 2ª e 3ª aula

Hoje decidi passar para o blog alguns dos exercícios que tenho feito no workshop. Apesar de já sentir alguma evolução, principalmente no uso do carvão, ainda estou muito à toa com as proporções e iluminação. Estou curioso em relação à próxima aula, pois vamos trocar o carvão e a grafite pelo pincel e tinta da china.

2ª aula

desenho de linha (grafite)

desenho em negativo (carvão)


3ª aula

desenho de mancha (carvão)

desenho de mancha (carvão)

desenho de mancha (carvão)

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Trabalho de casa | 1º exercício a carvão


Preso no quarto na Pampilhosa, com um tempo chuvoso e sem nada para fazer, decidi praticar o desenho a carvão pois será esse o instrumento a ser usado no workshop na próxima sexta. Tirando as primeiras introduções ao carvão feitas na Ar.Co, nunca tinha desenhado com tal coisa e tenho sérias dificuldades em o fazer. Primeiro pela sua consistência: parte-se facilmente e borra-se o desenho com facilidade. Em segundo: porque não habituado à sua ponta romba e irregular, não consigo controlar o traço. Assim, pelo menos para já, risco com força a ponta para conseguir pelo menus um vértice afiado para traços mais precisos.

Quanto ao treino, na ausência de modelo recorri à internet onde não faltam nús femininos (é só escolher ao gosto do freguês). Depois foi só tentar a minha sorte a ver se saía algo minimamente parecido ou credível. Poucos rascunhos depois e com as mãos completamente cagadas, apercebi-me do erro que foi nunca ter treinado seriamente o desenho de observação. Desde miúdo que sempre achei que o desenho "a olho" era menos valioso que "o de cabeça" e assim passei à frente esse importante degrau. Agora, tem de ser um passo de cada vez, muito lentamente, como se estivesse a aprender tudo de novo...

domingo, 11 de Outubro de 2009

Workshop | primeira aula

Desenho de modelo vivo. É este o nome do workshop que decidi frequentar na Ar.Co, em Lisboa, e que teve início no passado dia nove. No espaço de duas horas fui-me apercebendo de tudo aquilo que não sabia nem fazia ideia sobre desenho. Foi o primeiro contacto não com o lado teórico mas com o lado sensível do acto de desenhar. As primeiras formas de libertação de um traço já viciado e automático. O uso pela primeira vez de carvão e pastel seco. Aperceber-me que existe uma grande diferença entre saber desenhar bonecos e saber desenhar.

Soube a pouco. Soube a muito pouco. Resta-me agora aguardar pacientemente pela próxima sexta e ir treinando durante a semana.